Prefeitura seta Cultura seta Notícias seta Selo João Ubaldo Ribeiro
 
Selo João Ubaldo Ribeiro
24-fev-2016
Lançamento Coleção do Selo Literário João Ubaldo Ribeiro - Ano I
Quinta-feira, dia 25, às 18h, no Espaço Cultural da Barroquinha, acontece o lançamento da Coleção do Selo João Ubaldo Ribeiro – Ano I, prêmio literário instituído pela Prefeitura Municipal de Salvador, através da Fundação Gregório de Mattos.

O Selo tem como objetivo incentivar a produção literária na cidade e dar oportunidade a novos escritores. Visa, também, estimular a leitura, doando as obras para cada biblioteca pública de Salvador e da Bahia. Além disso, cada estado do Brasil também será contemplado com a coleção. A Academia de Letras da Bahia, o Gabinete Português de Leitura, as embaixadas dos países lusófonos também receberão exemplares, permitindo ampla divulgação dessas produções, bem como acesso à população, que poderá fazer consultas e leituras nesses locais. A ideia é levar nossos escritores para além das fronteiras da cidade, do estado e do país! Após o lançamento, coleção estará disponível na versão virtual, através do site da Fundação Gregório de Mattos.


O prêmio é muito mais do que a publicação dos livros, é abertura de caminhos, é oportunidade, é realização e afirmação de talentos e carreiras. Para Goli Guerreiro, autora de Alzira está morta, "não haveria sorte maior para um romance de estreia. Veja só! Receber um prêmio que leva o nome do grande João Ubaldo Ribeiro". Sentindo-se honrada pela premiação, Betania Paz Lisboa, autora de O circo da alegria, afirma que "o Selo João Ubaldo Ribeiro valoriza o escritor baiano, o que me motiva a continuar a jornada de escritora.".

“É uma honra iniciar minha carreira como escritor tendo o meu primeiro romance lançado pelo selo que carrega o nome de João Ubaldo Ribeiro, um dos maiores escritores da literatura baiana e mundial. Investir em projetos que estimulam a literatura, seja no âmbito da realização ou da leitura, é uma ferramenta essencial para preservar o patrimônio nacional bem como fomentar o desenvolvimento e crescimento coletivo.”  - Ian Fraser – O sangue é agreste

Mar Zalez, Crônicas hipermodernas, diz que “para ler precisamos de luz, seja natural, elétrica, ou até uma vela. Abrir um livro é lançar a luz sobre ele, dar à luz, ou dar vida. Então vencer o Selo João Ubaldo significa que meu texto vai iluminar-se e existir através de mais leitores. Espero estar à altura de representar a categoria crônicas, um gênero dominado com maestria por João Ubaldo.”.

O Selo também visa republicar uma obra literária de grande relevância e que não se encontra em circulação no mercado. O selecionado para esta primeira edição foi Canudos: a luta. José Guilherme da Cunha, autor dessa magnífica obra, emocionado dá seu depoimento: “para mim, o Selo João Ubaldo Ribeiro foi a excelente oportunidade que tive para a republicação de minha obra Canudos: a Luta e sua divulgação pelo nosso país e para além dele, através das embaixadas dos países lusófonos.”.

Renato de Oliveira, Mar Interior, afirma que “a iniciativa da FGM atende a aspiração dos autores baianos favorecendo sua divulgação e reconhecimento. Doutra parte homenageia nosso grande homem de letras, de quem fui colega no Colégio Central (1956-1957). É grande a emoção. Viva João Ubaldo e 'Viva o povo brasileiro'!”.

Paulo Henrique Alcântara, autor de Partiste, nos fala sobre a relevância do prêmio: "como dramaturgo, louvo a iniciativa da Fundação Gregório de Mattos em incluir no Selo João Ubaldo Ribeiro um espaço para a publicação de um texto de teatro. Trata-se de um reconhecimento da importância da dramaturgia, preenchendo uma lacuna, já que peças de teatro, sobretudo baianas, ainda são pouco editadas."

“A criação do selo João Ubaldo Ribeiro foi uma iniciativa muito feliz, importante e promissora não só para a nossa cidade como também para a Bahia e o Brasil. É uma oportuna homenagem a um de nossos maiores escritores. Com certeza ela o deixaria feliz, pois tem repercussão positiva na produção literária baiana e brasileira e valoriza sua terra. Estou muito contente por ter um livro selecionado para ostentar este selo. É uma grande honra. Dou parabéns à Fundação Gregório de Mattos, que volta a brilhar, graças a uma gestão inteligente e a seus bons funcionários.”, declara o veterano Ordep Serra, com o seu mais novo livro, A devoção do diabo velho.

A coleção conta com os seguintes estilos, títulos e autores:

Conto

A DEVOÇÃO DO DIABO - Ordep José Trindade Serra


A obra reúne um total de quarenta e quatro narrativas de ficção, com composições de tamanho e estrutura variável, sendo que algumas se aproximam das pequenas novelas, outras são short stories bem típicas e há as histórias minimalistas que se resumem a uma ou duas frases curtas.  No livro, o leitor irá encontrar aproximações com a poesia lírica, drama e até mesmo a redução do elemento narrativo, que quase desaparece. Apesar das variações, é possível encontrar uma unidade, através da repetição de motivos, personagens e elementos temáticos.

Ordep José Trindade Serra

Membro da Academia de Letras da Bahia e professor aposentado da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Ufba, o autor é detentor de três prêmios em concursos literários nacionais com obras de ficção. Na sua trajetória, já publicou livros de ficção (Sete Portas e Ronda: oratório malungo), cordel (O encantamento de Sua Santidade Canção de Fogo), além de ter contos inseridos em coletâneas. Seus textos também dialogam com outras linguagens artísticas, é o caso de um dos seus cordéis que foi encenado no teatro e a musicalização de um poema (Descrição do Martírio). È também autor de letras de canções interpretadas por grandes personalidades, como Maria Bethania, e fez traduções de canções compostas no grego clássico.


Crônica

CRÔNICAS HIPERMODERNAS - Mar Zalez

O livro reúne uma seleção de crônicas que possuem temas diversos, indo desde os mais leves, que fazem rir, aos que emocionam, relatando pequenos dramas diários. As narrativas privilegiam o momento presente e os fatos ocorridos em Salvador, contando com textos elegantes e ricos em detalhes inusitados, somente visíveis aos olhos da cronista.

Márcia Raquel Carvalhal Gonzalez

Também conhecida como Mar Zalez, a autora é doutora em Análise de Discurso pela Faculdade de Letras pela UFBA. Atualmente, trabalha em diversos projetos editoriais científicos e literários inéditos.


Dramaturgia

PARTISTE - Paulo Henrique Correia Alcântara

A obra fala sobre as relações de amor, saudade e sofrimento que vivem integrantes de uma família. Contextualizada na metade dos anos 1970, na cidade de Livramento de Nossa Senhora  - BA, tem como personagem principal uma mãe de quatro filhos (Jairo, Brás, Cecília e Dolores), que trabalha com bordados e é casada com um caminhoneiro. O primogênito Jairo viajou para São Paulo e, desde então, parou de dar notícias, o que deixou a sua mãe desconsolada. Assim, a matriarca pede à filha Cecília, jovem professora, que escreva a rotina diária da família para que Jairo possa saber em algum momento como foram os dias que passaram durante sua ausência. Tempos depois, o marido morre em um acidente de trânsito, e os filhos gradativamente vão embora da cidade. O que os conecta são as cartas que eles escrevem entre si, reforçando os laços afetivos e diminuindo a distância entre os familiares.

Paulo Henrique Alcântara

Dramaturgo, encenador e professor da Escola de Teatro da UFBA. Doutor em Artes Cênicas pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFBA e graduado em Jornalismo pela mesma universidade. Ensinou no curso de Artes Cênicas da Faculdade Social da Bahia, no Liceu de Artes e Ofícios da Bahia e no curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Dirigiu diversos espetáculos, alguns baseados em peças de sua autoria, como Lábios que Beijei, Bolero, Beto e Bianca e Partiste. Ganhou Prêmio Braskem de Teatro nas categorias Melhor Autor e Melhor Montagem do Ano (1999) e Melhor Autor (2011).


Literatura Infantil


O CIRCO DA ALEGRIA, A SEMENTE DA FELICIDADE - Maria Betânia dos Santos

Barriga, um rapaz magricelo de 17 anos, sai do sitio onde mora depois de uma terrível seca e da morte de seu avô. No caminho, encontra alguns animais abandonados, então decide se vestir de palhaço, criar um circo, dando-lhe o nome de Circo da Alegria, e percorrer o Brasil. Certo dia, a trupe chega ao Arraial da Tristeza, um povoado desolado e sombrio. Foi lá que receberam a visita de um misterioso velhinho que lhes deixou um saquinho de sementes misteriosas e sugeriu mudar o nome do local para Arraial da Alegria. Se assim fizessem, teriam suprimentos para as viagens, carroças novas e a realização de um desejo para cada membro do grupo.

Maria Betânia Alves dos Santos

Graduada em Administração de Empresas, estudou língua alemã e tem paixão por livros. Publicou seu primeiro livro de poesia em 1998, intitulado Coração Suburbano. Entre 2012 e 2013,escreveu cinco livros: Entre Cães e Gatos; Índios Bares: Os Piratas na Floresta; O Circo da Alegria, Bela Akanke Adebomi; O Sapato do Saci e o Portal de Fogo (livro I da trilogia Amuleto Sagrado).


Poesia

MAR INTERIOR - Renato de Oliveira Prata


O livro reúne sessenta poemas, ligados tematicamente pela metáfora do elemento água. Este, que é a provável origem da vida e, ao mesmo tempo, espaço de imprevisibilidades e segredos. Cada poema intenta surpreender revelações da alma recôndita do poeta, o que equivaleria a uma sondagem ou mergulho em águas transparentes de um golfo ou mar interior. No caso particular do autor, tal ambiência estaria, geograficamente, na Baía de Todos os Santos.

Renato de Oliveira Prata

Nasceu em Itabuna-BA e foi secundarista em Salvador. Estreou literariamente publicando ensaios na revista Afirmação (nº.1, 2, 3 e 4). Participou das antologias poéticas Câmara Brasileira de Jovens Escritores (2003) e Poetas da Bahia II (2003). Publicou os livros Sob o Cerco de Muros e Pássaros (2003), A Quita Estação (2007) e A pulseira do Tempo (2012).

Romance

ALZIRA ESTÁ MORTA: FICÇÃO HISTÓRICA NO MUNDO NEGRO DO ATLÂNTICO - Goli Almerinda de Sales Guerreiro

Ficção histórica em forma de biografia de uma personagem inventada, a soteropolitana Alzira Rocha (1911 – 1988). Em 1930, ela parte para Lagos, na Nigéria, e se desloca pela África Ocidental, descortinando os universos da tecelagem, fotografias e escritas africanas. Sua trajetória pela África Ocidental atravessa um período de quase trinta anos entre idas e vindas à Bahia, viajando para a Nigéria, Benin, Togo, Senegal e Camarões. Assim, ela vivencia diferentes períodos históricos, como os tempos duros da ocupação europeia, e acompanha as transformações pós-Segunda Guerra Mundial até as conquistas das independências. O livro fecha a trilogia Terceira Diáspora, que teve as obras O Porto da Bahia e Culturas Negras no Mundo Atlântico, ambas publicadas em 2010.

Goli Almerinda de Sales Guerreiro


Pós-doutora pela UFBA, com pesquisa sobre culturas negras no mundo atlântico, na qual desenvolveu a ideia original de "Terceira Diáspora". Participou da fundação do Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (Cult), da Ufba, do qual foi pesquisadora associada. Foi fundadora e coordenadora do Programa Humanidades - Faculdades Jorge Amado. Publicou os livros Retratos de uma Tribo Urbana – rock brasileiro (1994); A Trama dos Tambores – a música afro-pop de Salvador (2000,1ª ed.; 2010, 2ªed.); Terceira Diáspora –O Porto da Bahia (2010); Terceira diáspora – Culturas Negras no Mundo Atlântico (2010) e Terror e Aventura – Tráfico de africanos e cotidiano na Bahia (2012). Realizou, entre outubro de 2012 e setembro de 2014, um segundo pós-doutorado no Instituto de Letras da UFBA.


Republicação

CANUDOS: A LUTA - José Guilherme da Cunha

A obra consiste em um poema épico sobre a Guerra de Canudos, extraído da Terceira Parte – A Luta do livro Os Sertões, de Euclides da Cunha. Com o formato de cordel em sextilhas, o texto possui mais de sete mil versos e mais de cem estrofes. Ganhou o Prêmio Nacional de Poesia Pedro Kilkerry (1989), promovido pela Academia de Letras da Bahia e pela Copene. Teve sua publicação em 1991, pela então editora Pé de Bode.

José Guilherme da Cunha

Arquiteto formado pela Faculdade de Arquitetura da UFBA (FAUFBA). Em sua trajetória de universitário, foi líder estudantil e participou do Centro Popular de Cultura da UNE. Foi professor substituto da FAUFBA durante oito anos. Integrou a diretoria do Instituto de Arquitetos do Brasil – Seção Bahia. Projetou edifícios importantes da cidade, a exemplo do antigo IAPSEB (Instituto de Assistência e Previdência dos Servidores do Estado da Bahia) e desenvolve projetos habitacionais em Salvador, interior da Bahia e outros estados.


Prêmio Jovem Autor Inédito


O SANGUE É AGRESTE: OS LIVROS DO SERTÃO - Ian Fraser Lima

Faroeste baiano, inspirado nas obras de Glauber Rocha, Sérgio Leone e John Ford. Conta a história do delegado Jeremias Callado, que um dia acordou desmemoriado no meio de um deserto seco e sem vida, quando foi resgatado por dois alferes de um pequeno vilarejo chamado Serendipidade. Ao chegar ao povoado, Jeremias descobre que sua caravana foi atacada pelo bandido conhecido como Severino Um-Tiro, que por anos vaga pelo estado aterrorizando e matando todos que cruzam seu caminho. Sedento por vingança, o delegado decide seguir o jagunço, mas, por uma série de motivos, se vê obrigado a assumir as rédeas da justiça local.  As decisões do estado de Caron (uma reimaginação do estado da Bahia entre os séculos XIX e XX) são, em sua maioria, ignoradas pela jurisdição do vilarejo. A obra faz recria cenários de eventos importantes da história brasileira, a exemplo das guerras do Paraguai e Uruguai, Revolta dos Alfaiates, Abolição da Escravatura, queda do Império e Guerra dos Canudos.

Ian Fraser Lima

Graduado em Comunicação Social com ênfase em Cinema e Vídeo pela Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC), professor de vídeo no Colégio Anglo-Brasileiro e editor profissional de imagem e vídeo. Iniciou como roteirista e agora desenvolve carreira de romancista.

 
SERVIÇO

O que: Lançamento da Coleção do Selo Literário João Ubaldo Ribeiro - Ano I
Quando: 25 de fevereiro de 2016, às 18 h
Onde: Espaço Cultural da Barroquinha


FICHA:

COMISSÃO JULGADORA

Adeilton Santana da Fonseca
Elísio Ferreira Lopes Júnior
Elidinei Maria Bonfim
Gerana Costa Damulakis
Iray Maria Galrão
Lídia Santos Costa
Lourdes de Fátima Santos Pinto
Luis Antônio Cajazeiras Ramos
Myriam de Castro Lima Fraga

COMISSÃO EDITORIAL

Coordenação:

Lucimar Oliveira Silva – Gerente de Arquivo Histórico Municipal, Museus e Bibliotecas – GEABL – da Fundação Gregório de Mattos;
Plutarco Drummond – Assessor Técnico de Gestão da Fundação Gregório de Mattos;
Claudius Portugal – Consultor


ILUSTRAÇÃO E DIAGRAMAÇÃO

Augusto Mattos