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2 de Julho
07-dez-2009
Fanfarras, estudantes, militares, grupos de samba e batucadas.

Na Bahia, desde 1824, a conquista da independência é celebrada com muita festa nas ruas, sempre com muito verde e amarelo. Em outras épocas, no século XIX, os festejos do Dois de Julho também aconteciam nos bairros. Os próprios moradores construíam réplicas dos carros dos caboclos, organizavam o desfile e homenageavam os brasileiros que lutaram pela independência do Brasil.

O Dois de Julho é, sem dúvida, uma das datas mais significativas da Bahia. Mas, vai além do civismo. Para o povo baiano, que neste dia logo cedo está nas ruas esperando o carro do Caboclo e da Cabocla passar, é um cortejo de fé e uma celebração democrática, que abraça todas as legendas políticas, todas as manifestações religiosas e cada cidadão, seja de que raça for, do mais velho ao mais moço.

O desfile que sai da Lapinha de manhã, e percorre as ruas do Centro Histórico levando a multidão até o Campo Grande, encerra naturalmente todo o apelo da participação popular.

Para a Fundação Gregório de Mattos (FGM), responsável pela produção da festa, este é um dos eventos mais esperados do ano. A vasta programação se desdobra ao longo de vários dias: a chegada do Fogo Simbólico em Pirajá ainda no dia 1º, a Alvorada na Lapinha, a saída do Cortejo, o concurso que elege a fachada mais bonita entre as casas que se enfeitam no trajeto do desfile, a retomada do Cortejo durante a tarde, o acendimento da pira no Campo Grande.

Tudo isso, além de uma programação cultural diversificada, que leva aos pés do caboclo, na Praça Dois de Julho, o já tradicional Encontro de Filarmônicas, o Baile da Independência, e só termina no dia 5, quando a Orquestra do Maestro Reginaldo anima o desfile que marca a volta do Caboclo e da Cabocla ao Pavilhão da Lapinha.

FESTA
Marco da consolidação da vitória do Brasil contra Portugal e da liberdade política do jugo português, a festa do 2 de Julho é comemorada desde 1824, ano seguinte da independência na Bahia, tendo uma longa tradição no Estado. Além de ser feriado estadual, o 2 de Julho passou a ser considerado também Bem Imaterial do Estado, desde 26 de junho de 2006.

Considerada uma das mais importantes festas populares e de expressão cultural da Bahia, ela é comemorada pelos mais diversos municípios do Estado, como Caetité, Cachoeira e Salvador. A festa também acontecia em tempo e espaços diferentes, como por exemplo, em dezembro no Cabula e em maio em Itapagipe, não acontecendo mais nos dias de hoje. O 2 de julho acontece unificado e unificando um povo.

Em 1895 o percurso fora prolongado até o Campo Grande. As comemorações começam ainda no dia 1º de julho, com a chegada do fogo simbólico a Pirajá, prossegue no dia seguinte com a alvorada na Lapinha e culmina com a saída do cortejo em direção à Praça Thomé de Souza, incluindo ainda discursos de saudação à data na Câmara dos Vereadores, mais um cortejo à tarde, hasteamento de bandeiras no Campo Grande e acendimento da Pira.

GUERRA
No dia 7 de setembro de 1822, Dom Pedro I proclama a independência em uma viagem de volta de Santos para São Paulo. Esse dia é considerado a data da emancipação do Brasil como nação, o Dia da Independência. Entretanto, durante algum tempo ocorreram lutas em diversos pontos do território brasileiro contra tropas portuguesas, que defendiam a continuidade da dominação de Portugal sobre o Brasil.

Essas lutas pela consolidação da independência prolongaram-se do final de 1822 à metade de 1823. Além do Rio de Janeiro, estenderam-se pelas províncias da Bahia (até julho de 1823), Pará (outubro de 1823), Maranhão, Piauí, Ceará (agosto de 1823) e Cisplatina (região Sul do País).

A libertação de Salvador do domínio de tropas portuguesas foi longa e difícil. Na realidade, as lutas contra as forças portuguesas do Brigadeiro Madeira de Melo, a mais alta autoridade militar da província, começaram a crescer desde 1821. Com a independência proclamada por Dom Pedro, os conflitos aumentaram.

A história da batalha do 2 de Julho se inicia ainda no ano de 1821, ano em que fora constituída a Junta Governativa (Junta Provisória do Estado da Bahia), resultante da Assembléia Revolucionária que se reunia para administrar as Províncias de acordo com as Cortes de Lisboa, e o Brasil condecorado Reino Unido de Portugal. Até aí, no país, portugueses e brasileiros se encontravam "unidos". Mas essa condição não duraria muito tempo.

Logo D. João VI recebe um mandato para voltar a Portugal e é nesse momento que começa a luzir um interesse de separação da então ex-colônia de Portugal com o país colonizador. O Brasil não aceitaria ser "prisioneiro" de nação alguma.

Em 29 de setembro de 1821 é feito um decreto onde se estabeleceriam decisões políticas para o Brasil, construídas pelas Cortes Gerais, Extraordinárias e Constituinte da nação Portuguesa juntamente com o rei. A exemplo de algumas questões colocadas neste decreto estariam: o retorno ao antigo sistema monopolista da exportação dos produtos brasileiros aos portos de Lisboa, Porto e Viana e o estabelecimento de Lisboa como único centro político e administrativo do Brasil.

A insatisfação dos brasileiros aumenta, em relação à sua condição perante a Portugal. Os portos já tinham sido abertos para as nações vizinhas, em 28 de janeiro de 1808, logo o Brasil já exportava e importava independentemente do aval de Portugal para outras nações; o País acreditava em uma autonomia.

Em 12 de novembro de 1821 há um confronto entre o exército Português e o Nacional. A Praça da Piedade vira local de guerra e o ano de 1821 termina com muita tensão.

A 31 de janeiro de 1822 é feita uma nova Junta Governativa, e em 15 de fevereiro do mesmo ano, a tensão volta à cidade. É nomeado Governador das Armas do Exército Português o Tenente-Coronel Madeira de Melo, pela carta Régia de 9 de dezembro de 1821. No mesmo dia 15, o então Brigadeiro toma o cargo frente ao governador das Armas interino, Manoel Pedro de Freitas Guimarães. O objetivo de Portugal com essa atitude era manter o império colonial português no Brasil com o reforço militar de Portugal.

A notícia deveria ter passado pela Câmara Municipal, pela Junta Governativa e até mesmo pelo interino, não sendo estes avisados, tendo que aceitar as decisões vindas de Portugal.

Luis Henrique Dias Tavares, em a "Independência do Brasil em Portugal", coloca que proprietários de escravos, terras, engenhos e arraiais de gado reclamavam dos juros de agiotagem português; a Bahia hospedava tropas do exército português superiores em números de oficiais, soldados, armas, e munições aos oficiais brasileiros que viviam negados e espezinhados nos regimentos. Foi dessa maneira que a Bahia recebeu a notícia da nomeação do tenente-coronel Madeira de Melo.

O governo da Bahia atendia a uma subordinação da então Junta de Governo Provisório às Cortes, que defendia o ideal constitucionalista, que veio a tomar os brasileiros nesta luta pela independência. Era aceitar uma monarquia absoluta ou uma monarquia constitucional, a segunda idéia era mais bem vista.

Começa novamente um clima de tensão na cidade, e o então governador das armas português ameaça reagir a qualquer movimentação subversiva suspeita, sem ao menos comunicar à Junta. Em 19 e 20 de fevereiro de 1822, num novo confronto, ocorrem tiros no Forte de São Pedro, para onde correram as tropas portuguesas, vindas do Forte São Bento. As Mercês, a Praça da Piedade e o Campo da Pólvora viram campo de batalha, o exército português tenta invadir quartéis como Forte de São Pedro, que não é tomado, e o Convento da Lapa. Neste último episódio morreria a Sóror Joana Angélica tentando impedir a entrada do exército, a 19 de fevereiro. Salvador é então tomada pelo exército de Madeira de Melo.

Chega ao Brasil tropas de reforço para o exército Libertador, que partira do Rio de Janeiro em 14 de Julho de 1822, comandada pelo Capitão Rodrigo Antônio de Lamare. Os navios que comandava tinham bandeira portuguesa, o que deu condições para prosseguir após ludibriar navios portugueses que chegavam com reforços ao litoral da Bahia e conseguindo um desembarque a 25 de outubro do referido ano, por Maceió.

As tropas partiram para Recife, com o objetivo de buscar mais contingente para o exército, indo em direção a Sergipe (São Cristóvão) e Inhambupe, onde ordena, por carta ao Coronel Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque, que sejam reunidas todas a forças num sítio denominado Feira do Capuame, para entrada das tropas em Salvador. Quando isso aconteceu já havia sido proclamada a Independência do Brasil a 7 de Setembro de 1822.

Depois de reunir todo o seu exército, o coronel Joaquim Pires de Carvalho passa o comando para o General francês Pedro Labatut. Começa assim a defesa e luta pela independência.

Labatut organiza seu exército, formado por oficiais de milícias ou proprietários de terras e engenhos, brancos pobres, lavradores, plantadores de fumo e mandioca, crioulos livres (nascidos no Brasil, filhos de escravos africanos), escravos crioulos e escravos africanos doados pelos senhores de engenho, juntamente com os Voluntários do Pedrão, batalhão formado por vaqueiros sob o comando do Frei Maria do Sacramento Brayner. Este exército vem tomando o interior, chegando cada vez mais perto de Salvador.

Madeira de Melo ainda tenta uma contrapartida, tentando fechar o cerco entre a Ilha de Itaparica e Barra do Paraguaçu, sendo aí impedido e combatido pela única mulher a se registrar no exército brasileiro, Maria Quitéria de Jesus, e seus companheiros do Batalhão dos Periquitos, comandado por José Antônio da Silva Castro.

O General Labatut é deposto após uma conspiração de militares brasileiros e o comando das tropas libertadoras é dado a Joaquim de Lima e Silva. Labatut é preso na Casa de Câmara e Cadeia de Maragogipe (Masmorra do Paço), por conta de desentendimentos com a aristocracia por montar um batalhão de escravos dando condições dos mesmo fugirem.

"Aparentemente, o general confiscara e recrutara à força os escravos de alguns senhores portugueses que estavam ausentes, principalmente a família Teixeira Barbosa, e em decorrência disso corriam boatos que qualquer escravo que se oferecesse voluntariamente seria liberto".

Sob o comando de Lima e Silva, a partir de junho de 1823, com a ajuda da Marinha, o mesmo fecha as portas de entrada de materiais de primeira necessidade à cidade de Salvador, então tomada pelos portugueses.

Assim, com fortes ataques e passando necessidades, o Brigadeiro Madeira Melo faz um apelo à coroa, sendo finalmente derrotado no memorável 2 de Julho de 1823. Estava declarada a Independência do Brasil na Bahia. O Coronel Joaquim de Lima e Silva entra em Salvador triunfante junto aos seus combatentes, entre eles negros libertos e escravos.

Algumas batalhas ficaram na história, como a de Pirajá em 08 de Novembro de 1822, em que o exército brasileiro resiste aos ataques portugueses e são derrotados pelo General Labatut, homenageado com o Panteon, localizado no próprio bairro.

BATALHA DE PIRAJÁ – 08 DE NOVEMBRO DE 1822
Pirajá constituía para a força brasileira ponto chave da defesa, por sua posição dominante. Por ela passava a tradicional estrada das Boiadas, ligando Salvador ao norte da Bahia. A posse de Pirajá representava, para os patriotas, o domínio da enseada de Itapagipe e o corte da entrada de víveres e de gado para o abastecimento de Salvador.

Ciente da relevância de Pirajá, Madeira de Melo procurou controlá-lo. O seu plano de ação para 8 de novembro de 1822 consistia em atacar o Exército Patriota em sua base de operações, Pirajá, dividindo-o em duas partes, destruir uma parte e obrigar o restante a retirar-se na direção do norte. Dessa forma, esperava romper o cerco de Salvador e ter acesso ao sertão.

Ao amanhecer do dia 8, a Infantaria portuguesa desembarcou em Itacaranha e Plataforma, chefiada pelo Coronel João de Gouveia Osório, comandante da Legião Constitucional Lusitana. Ao mesmo tempo outras tropas atacaram Cabrito, ameaçando a retaguarda brasileira. Para lá acorreram reforços. Os nossos bravos, apoiados no Coqueiro, Bate-Folha e em São Caetano, resistiram. Dirigiu o combate o Tenente - Ajudante Alexandre de Argollo Ferrão.

Nas encostas de Pirajá, a luta assumiu grandes proporções. Segundo o Barão do Rio Branco, patrono de cadeira na AHIMTB, "o comandante da posição, Tenente - Coronel José de Barros Falcão, que trouxera ajuda de Pernambuco, possuía cerca de 1.300 homens, assim distribuídos: Batalhão de Pernambuco; Batalhão de Milicianos do Rio de Janeiro; Legião de Caçadores da Bahia; Corpo Henrique Dias; uma companhia do 1º Regimento de Infantaria da Bahia.
Comandantes respectivos: Major José da Silva Santiago, Capitão Guilherme José Lisboa, Tenente Alexandre de Argollo Ferrão, Major Manuel Gomes da Silva, Alferes Francisco de Faria Dutra, e uma bateria de Artilharia do Rio de reforço.

O efetivo de Madeira de Mello englobava os 1º e 2º batalhões da Legião Constitucional, os 4º e 10º regimentos de Infantaria, e um contingente de Artilharia. Combateram 5 horas, sem um resultado decisivo. Depois, um violento ataque de Madeira de Melo quase rompeu a linha brasileira, ameaçada de ser dividida em duas partes. As colunas inimigas já progrediam sobre as alturas de Pirajá. Foi quando o Coronel Barros Falcão, para evitar o envolvimento, ordenou a retirada.
Contou Accioli, contemporâneo do episódio, que o corneteiro Luís Lopes, num rasgo de iniciativa, ao invés de obedecer, tocou, com toda a firmeza: "Cavalaria, avançar!". As tropas portuguesas vacilaram, surpresas, e, em seguida, ouviram o segundo toque: "Cavalaria, degolar!". Hesitantes, os inimigos recuaram, enquanto os brasileiros, animados, avançavam, perseguindo-os a ponta de baionetas, levando-os de roldão até a praia, onde embarcaram em desordem. Na batalha de Pirajá, o nascente Exército Brasileiro conseguira firmar o seu valor, elevando o seu moral, ao derrotar forças experimentadas e mais bem equipadas.

Os portugueses renunciaram definitivamente à conquista das posições de Pirajá, conformando-se em manter Salvador em seu poder, reconhecendo o poder e o prestígio do governo de Cachoeira. Os seus suprimentos se limitavam ao recebidos por mar, do apoio da esquadra inimiga.

http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20070419154948AAwocss

CURIOSIDADES:

Batalhões organizados pelos brasileiros:

1. Voluntários do Príncipe – Chamado de “Batalhão dos Periquitos”, por causa do verde na gola da farda, foi organizado e comandado por José Antônio da Silva Castro.
2. Companhia do Belona – Comandado por Inácio Joaquim Lisboa.
3. Companhia de Mavorte – Organizada pelo Capitão-mor Antônio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque de Ávila Pereira e comandada por José Joaquim de Sousa Leite.
4. Belona Cachoeirense – Organizada por José Joaquim Ferreira e comandada por Inácio Joaquim Pitombo.
5. Pitangas – Organizada e comandada por Manuel Marques Pitombo.
6. Couraças ou Encourados do Pedrão – Vaqueiros reunidos pelo Frei José Maria do Sacramento Brayner.
Fonte: TAVARES, Luis Henrique Dias. “A Independência do Brasil na Bahia”. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1977. Coleção Retratos do Brasil. p. 119.

Fortalezas existentes em Salvador pela Guerra da Independência:

1. Quartel de Santo Antônio da Mouraria – ficava depois do Convento da Lapa, no espaço hoje ocupado pela praça de esportes do Colégio Central. Era, na época, quartel da Legião de Caçadores.
2. Quartel da Palma – ocupava o antigo Convento da Palma e aquartelava oficiais e soldados da Legião dos Caçadores.
3. Quartel de São Bento – ficava no Largo de São Bento, no prédio onde existiu, muitos anos depois, o Hotel Nova Cintra. Abrigava o Regimento número 12 da Legião Constitucional Lusitana.
4. Forte de São Pedro – Quartel do Regimento da Artilharia. As suas muralhas eram altas e o Forte ficava protegido por um fosso. Tinha um terrapleno (terreno aplanado) inferior e outro superior.
5. Quartel do Carmo – No convento dos carmelitas calçados. Aquartelava a Legião Constitucional Lusitana.
6. Fortaleza do Barbalho – Abrigava tropas portuguesas.
7. Forte Santo Antônio Além do Carmo – Abrigava tropas portuguesas.
8. Quartel da Cavalaria – Na Casa dos Órfãos de São Joaquim.
9. Trem Militar – Arsenal de armas e munições no Largo dos Aflitos. Hoje é Quartel da Polícia Militar.
10. Hospital Militar – No lado esquerdo da Catedral Basílica, no espaço do antigo Colégio dos Padres da Companhia de Jesus.

Além dessas fortalezas, fortes e quartéis, e do hospital, havia corpos da guarda no Palácio dos Governadores, no Trem Militar, no Hospital Militar e no Arsenal da Marinha.

Fonte: TAVARES, Luis Henrique Dias. “A Independência do Brasil na Bahia”. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1977. Coleção Retratos do Brasil. P. 37.
Na Mídia
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Personagens
 
BRIGADEIRO IGNÁCIO LUIZ MADEIRA DE MELO
Militar  legítimo de Portugal, nascido em Chaves, no ano de 1775, Madeira de Melo tornou-se cadete do exército de Portugal em 1791, aos 16 anos. Fora alferes em 1797, e tenente-coronel pelo seu desempenho na batalha de 1814 e coronel em 1818. Dirigiu as tropas portuguesas nos combates da guerra de independência na Bahia de 1822 a 1823, nessa época condecorado a Brigadeiro.
Fonte: Wikipedia

PIERRE LABATUT
Pierre Labatut, dito Pedro Labatut, (Cannes, 1768 - Salvador, 1849) foi um militar francês que combateu na Guerra da Independência dos Estados Unidos da América ao lado do Marquês de La Fayette e depois na Guerra de Independência do Brasil. Tendo servido na Europa, na Guerra Peninsular, esteve posteriormente na Colômbia, ao lado de Simon Bolívar, com quem não se entendeu bem. Foi para as Antilhas e depois para a Guiana Francesa. Veio para o Brasil, onde, no Rio de Janeiro, foi contratado e admitido ao serviço do Príncipe Regente D. Pedro a 3 de julho de 1822, no posto de brigadeiro, em razão da carência de oficiais de alta patente no exército recém organizado.
Fonte: Wikipedia

CORNETEIRO LUÍS LOPES
Também atribuído ao folclore a existência do corneteiro português lutando pelas trincheiras baianas que, na decisiva Batalha de Pirajá, recebera a ordem de tocar a retirada e inverteu o toque para avançar cavalaria a degolar, apavorando os portugueses em franca vantagem e enchendo de inaudito ânimo as tropas brasileiras que venceram a batalha.
Fonte: Wikipedia

JOSÉ JOAQUIM DE LIMA E SILVA
José Joaquim de Lima e Silva, Visconde de Magé, nascido em 24 de julho de 1788, foi um militar brasileiro. Por um breve período, em 1823, foi presidente da então Província da Bahia. Tomou parte nas lutas da Guerra da Independência do Brasil, como general do Exército Pacificador Brasileiro, na então Província da Bahia, onde lançou uma proclamação às tropas do general português Inácio Madeira de Melo.

JOANA ANGÉLICA DE JESUS
Heroína da independência nacional nascida em Salvador, Bahia, a primeira mártir a tombar no solo baiano e que sacrificou a própria vida na defesa da clausura do convento da Conceição da Lapa, na Bahia contra o exército português.

De família abastada, era filha de José Tavares de Almeida e de Catarina Maria da Silva. Aos 20 anos optou pela vida monástica (1782), entrou para o noviciado no Convento de Nossa Senhora da Conceição da Lapa, na capital baiana e tornou-se franciscana do ramo das Clarissas.

Após o noviciado, foi irmã, escrivã, vigária e abadessa do convento da Conceição. Com a revolta dos soldados brasileiros contra a nomeação no início do ano do brigadeiro lusitano Inácio Luís Madeira de Melo para comandante das armas da província (1822), soldados portugueses, sob o pretexto de haver patriotas escondidos no convento, derrubaram a porta a golpes de machado.

Ocupava a direção do Convento, em fevereiro, quando à entrada da clausura, enfrentou os soldados lusitanos, que tinham vindo para Salvador desde o Dia do Fico, e teve o peito trespassado de baionetas. Esvaindo-se em sangue foi levada para um sofá de palhinha, que ainda pode ser visto, e faleceu pouco depois, tornando-se, assim, a primeira mártir da grande luta que continuaria, até a definitiva libertação da Bahia, no ano seguinte.
Fonte: Netsaber

FREI JOSÉ MARIA DO SACRAMENTO BRAYNER
Pernambucano nascido na terra, no ano de 1778, filho de português com uma pernambucana, Padre José Maria do Sacramento Brayner entrou para a vida religiosa ainda muito jovem em Pernambuco, no Convento dos Carmelitas Calçados. Em 1817, em meio à Revolução Pernambucana, adere à mesma, sendo que, em 26 de maio de referido ano, após a derrota dos revolucionários, é preso e julgado. É trazido a Salvador, chegando à cidade em junho do mesmo ano, onde permaneceria preso por 4 anos, sendo um dos seus colegas de cárcere o Frei Caneca.

Após ter cumprido a pena, resolveu permanecer em Salvador. Em 12 de outubro de 1822, fez um requerimento ao Conselho Interino de Cachoeira e ofereceu seus serviços à Pátria estremecida. Ele forma então um grupo de guerrilha, que ficara conhecido como Voluntários do Pedrão formado por 40 pessoas, que lutou sob o seu comando pela independência.

Hoje, esses 40 integrantes do Voluntários do Pedrão é representado na festa do 2 de Julho por 40 vaqueiros montados a cavalo. O grupo fazia parte do corpo do Exército Pacificador, que começara a agir a partir de dezembro de 1822 até a vitória brasileira em julho de 1823, sob o comando de Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque.

Depois de lutar em prol da independência, ocupou o lugar de Capelão da Relação Civil e foi agraciado com as comendas de Cristo e do Cruzeiro. Já em 1833, morando na Ilha de Itaparica, exatamente em 17 de agosto, é proclamado Juiz de Paz do 1º distrito daquela ilha, e vigário em 1835.

A 16 de Novembro de 1850, aos 72 anos de idade, morre o então Rev. Sr. Vigário José Maria do Sacramento Brayner, sendo sepultado na Matriz do Santíssimo Sacramento de Itaparica.